A disputa envolvendo familiares e integrantes da equipe de Dolly Parton ganhou um novo capítulo. O empresário de longa data da cantora, Danny Nozell, entrou com um pedido de ordem de restrição temporária contra Bryan Seaver, sobrinho da artista e ex-chefe de segurança da família, segundo informações divulgadas pelo TMZ.
De acordo com documentos judiciais obtidos pelo veículo, Nozell acusa Seaver de ter usado sua experiência profissional na área militar, seu suposto acesso a armas e sua capacidade de violência para pressioná-lo e exigir vantagens financeiras.

A situação teria se agravado nas semanas que antecederam a morte de Dolly Parton. Segundo a petição, Nozell afirma que o sobrinho da cantora teria enviado mensagens consideradas ameaçadoras e intimidatórias. O empresário afirma ainda que decidiu demitir Seaver diante do comportamento que descreve como coercitivo.
Entre as mensagens apresentadas no processo estão declarações atribuídas a Bryan como: “O dinheiro dela é bom que seja maior do que o que posso ganhar em outro lugar, ou vou ferrar com todo mundo” e “vou criar um podcast dedicado a arruinar as parcerias de marca de Dolly e contar sobre as violações que essas pessoas cometeram contra nós”.
Outras mensagens citadas no processo incluem frases como “Tudo o que faço é guerra… todos precisam se preocupar com o que posso fazer”, “não sou do ramo do entretenimento. Sou um assassino” e “vou ferrar com qualquer entidade que eu puder imaginar”.
Demissão e pedido de afastamento
Bryan Seaver foi retirado do cargo de chefe de segurança no último dia 15. Ele também foi a pessoa responsável por comunicar, por meio do Instagram oficial de Dolly Parton, a morte da cantora.
Na ação, Nozell pede que Seaver seja impedido de interferir nos negócios relacionados à artista, de perturbar seus parceiros comerciais e que mantenha uma distância de aproximadamente 300 metros dos escritórios.
As acusações, no entanto, são contestadas pelo sobrinho de Dolly.
Sobrinho diz que mensagens foram tiradas de contexto
Em declaração ao TMZ, Bryan Seaver confirmou que é militar de carreira e atua como contratado militar, além de trabalhar com segurança e negociações de armas para governos estrangeiros. Ele também reconheceu ter feito parte dos comentários apresentados no processo, mas negou que eles tenham sido feitos com a intenção de ameaçar alguém.
Segundo Seaver, as mensagens foram retiradas de contexto e apresentadas de maneira a fazê-las parecer ameaças.
“Eu estava em uma conversa privada com Danny, que eu achava que era meu amigo e que gosta de bancar o gângster. Muitas dessas mensagens eram apenas dois caras desabafando com raiva e chorando ao telefone enquanto estávamos de luto”, afirmou ao veículo.
Sobre as declarações em que fala em “ferrar” pessoas, Seaver também admitiu ter enviado as mensagens. Ele, porém, disse que se referia a pessoas e empresas que, segundo sua avaliação, teriam prejudicado Dolly em seus negócios.
“Eu estava falando sobre pessoas que prejudicaram a Dolly nos negócios, uma empresa específica, que a assustou e a intimidou. Esses comentários eram sobre parceiros de negócios horríveis e específicos que agiram mal com ela, e mantenho o que disse”, declarou.
O caso agora deverá ser analisado pela Justiça, que decidirá sobre o pedido de ordem de restrição apresentado por Nozell. As acusações descritas na ação ainda são alegações e não representam, por si só, uma conclusão judicial sobre a conduta de Bryan Seaver.











































