O julgamento de uma ação civil movida por uma ex-funcionária doméstica contra o cantor Chris Brown foi anulado na terça-feira (16), após a identificação de uma irregularidade envolvendo um dos jurados do caso. A decisão foi tomada pelo juiz responsável pelo processo, que apontou violação das orientações judiciais durante o andamento do julgamento.
A ação tramita em Los Angeles e envolve um pedido de indenização de US$ 90 milhões — cerca de R$ 460 milhões na cotação atual. A autora do processo, Maria Avila, afirma ter sido atacada em 2020 por Hades, cão de guarda que pertencia ao artista.

Segundo o juiz Huey P. Cotton, um dos integrantes do júri teria realizado pesquisas sobre o caso na internet e compartilhado as informações obtidas com outros jurados, o que comprometeu a imparcialidade do julgamento.
“Infelizmente, um dos jurados violou minhas advertências contra a busca de informações externas e compartilhou esse conteúdo”, declarou o magistrado ao justificar a anulação.
Com a decisão, o processo deverá recomeçar, e Chris Brown deve retornar ao tribunal para prestar depoimento no início da nova etapa do julgamento.
Durante a fase inicial do processo, advogados afirmaram que o cantor reconheceu que a ex-funcionária foi atacada pelo animal em dezembro de 2020, mas contestou os valores solicitados como reparação.
Nos documentos apresentados à Justiça, Maria Avila relatou que sofreu ferimentos graves e permanentes durante o ataque. Em depoimento anterior, afirmou ter pedido ajuda enquanto era mordida pelo cão e descreveu lesões no rosto, na mão e no pé.
Chris Brown também prestou declarações antes do julgamento. Segundo o artista, ele percebeu que algo estava errado ao ouvir o cão rosnando dentro da residência. Em seu relato, afirmou ter descido imediatamente, afastado os animais e acionado a equipe de segurança após verificar o estado da funcionária.
O cachorro envolvido no caso era da raça pastor da Ásia Central, conhecida como alabai e tradicionalmente utilizada como cão de guarda. De acordo com informações do processo, o animal foi posteriormente levado para outra região e acabou sendo localizado pelas autoridades antes de ser sacrificado.
O caso segue sem decisão definitiva e será retomado em novo julgamento.











































