Gilmelândia não dá tempo nem dos seus fãs descansarem entre uma dança e outra. Mal se recuperou do sucesso de “Balancinho”, decidiu lançar uma versão frenética e baiana de “Dançando lambada”, clássico do grupo Kaoma lançado em 1989 e que agitou jovens do mundo inteiro na virada da década. “Eu amo lambada, e, depois da minha última música de trabalho, eu pensei assim: ‘sabe de uma coisa, eu vou gravar uma’ e escolhi essa, que é uma música que eu cantava muito quando fazia barzinho, há mais de 30 anos”, conta.
Oriunda do Pará nos anos 1970, a lambada se espalhou para outros estados e ganhou força na Bahia nos anos 1980, principalmente em Porto Seguro, onde se desenvolveu. Foi lá que alguns empresários franceses conheceram o estilo e criaram o grupo franco-brasileiro Kaoma, que o popularizou para o mundo todo. Na nova versão, Gilmelândia resgata e acentua toda a baianidade agregada ao estilo paraense. “Eu acho que a lambada tem tudo a ver com a minha terra. Ela é feliz, sabe, é uma música que dança agarrado, dança solto, dança de galera. Porque lambada sempre será lambada. É um estilo incrível, que libera muita dopamina, serotonina, como as músicas da gente aqui da Bahia”, analisa a artista, que temperou o ritmo com o merengue e a percussão da bahia.
O single chega em um momento de expansão na trajetória de Gilmelândia. Em 2025, a artista esteve entre os cinco finalistas do MasterChef Celebridades, ampliando ainda mais sua conexão com diferentes públicos e gerações, e relançou uma série de sucessos em novas versões comemorativas dos 25 anos de carreira.
Com o single “Balancinho”, Gilmelândia reafirma o axé como linguagem viva de alegria, corpo em movimento e conexão coletiva. Agora, ela expande toda essa energia para o universo da lambada, mostrando o quanto é versátil quando o assunto é não deixar ninguém parado.











































