O governo do Irã executou três homens na última quinta-feira (19), acusados de participação em protestos contra o regime. Entre eles estava Saleh Mohammadi, de 19 anos, ex-integrante da seleção nacional de wrestling.
Jovem atleta entre os executados
Saleh era conhecido no cenário esportivo por sua trajetória na luta livre, com participações em competições nacionais e internacionais. Ele chegou a conquistar medalha em um torneio realizado na Rússia, em 2024.
Nas redes sociais, o atleta compartilhava registros com o uniforme da seleção iraniana e destacava conquistas no esporte.
Outros executados
Além de Mohammadi, também foram mortos Saeed Davodi, de 22 anos, e Mehdi Ghasemi. Os três foram acusados pelas autoridades de envolvimento na morte de dois policiais durante manifestações ocorridas entre o fim de 2025 e o início de 2026.
O governo iraniano também associou os acusados a influências estrangeiras, como Estados Unidos, Israel e grupos de oposição.
Denúncias de irregularidades
A ONG Iran Human Rights denunciou o caso e afirmou que as condenações teriam sido baseadas em confissões obtidas sob tortura, sem apresentação de provas consistentes.
A entidade também alertou para o risco de novas execuções relacionadas aos protestos nas próximas semanas.
Execuções públicas
As mortes ocorreram na cidade de Qom e foram realizadas na presença de espectadores, segundo informações divulgadas.
O caso gerou repercussão internacional e reacendeu o debate sobre direitos humanos e repressão a manifestações no país.










































