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Inquérito conclui que príncipe saudita encontrado morto sofreu parada cardíaca causada por álcool e drogas

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O príncipe saudita Abdullah bin Fahad bin Abdulaziz bin Jalawi Al Saud, de 29 anos, morreu em decorrência de uma parada cardíaca provocada pela combinação de álcool e drogas, segundo concluiu um inquérito realizado no Reino Unido. A investigação descartou qualquer indício de suicídio ou participação de terceiros e classificou a morte como acidental.

De acordo com os documentos apresentados durante a apuração, o integrante da família real da Arábia Saudita foi encontrado morto em um hotel de luxo em Londres após consumir diversas substâncias.

Os exames toxicológicos revelaram que Abdullah apresentava uma concentração de 222 miligramas de álcool por 100 mililitros de sangue, índice quase três vezes superior ao limite legal para motoristas na Inglaterra. Também foram detectados níveis potencialmente fatais de GHB, droga conhecida popularmente como “droga da festa”.

Além disso, os peritos identificaram a presença de cannabis, alprazolam (Xanax) e outros medicamentos ansiolíticos em doses terapêuticas.

Histórico de tratamento

Durante a audiência do inquérito, foi informado que o príncipe enfrentava problemas relacionados ao consumo de álcool e medicamentos controlados.

Em agosto do ano passado, Abdullah foi internado na clínica Priory, em Roehampton, especializada em saúde mental e tratamento da dependência química. Posteriormente, deu continuidade ao processo de reabilitação na unidade Rainford Hall, em Merseyside, onde permaneceu até receber alta em 14 de outubro.

A psiquiatra Victoria Chamorro, responsável por seu acompanhamento, afirmou que o paciente respondeu positivamente ao tratamento e, no momento da alta, não apresentava risco de suicídio.

Segundo a médica, Abdullah era uma pessoa sociável, mantinha contato com amigos, fazia planos para o futuro e tinha consultas de acompanhamento marcadas por videoconferência.

“Ele era solidário e gentil com seus colegas, fazia amigos. Quando recebeu alta, foi considerado que não apresentava risco de suicídio. Ele deixou a clínica acompanhado de um amigo, fez planos para consultas futuras e concluiu o tratamento”, declarou a psiquiatra durante a audiência.

Investigação descarta crime

A assistente do legista, Jean Harkin, afirmou que não foram encontrados elementos que indicassem a participação de terceiros na morte do príncipe.

As imagens das câmeras de segurança mostraram que Abdullah retornou sozinho ao hotel na noite anterior ao óbito. Em outro momento, ele deixou o local desacompanhado apenas para fumar um cigarro, antes de voltar ao estabelecimento.

Os investigadores também informaram que não havia sinais de violência ou qualquer evidência que apontasse para ação criminosa.

Com base nas provas reunidas, o inquérito concluiu que Abdullah bin Fahad bin Abdulaziz bin Jalawi Al Saud morreu em consequência dos efeitos combinados do álcool e das drogas, classificando o caso como uma morte acidental.

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Conteúdo produzido pela equipe de jornalismo do Portal POP Mais, sob supervisão editorial.

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