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Wagner Moura diz temer agentes do ICE e traça paralelo explosivo entre América e Brasil

Ator brasileiro relata medo de agentes de imigração nos EUA e critica avanço de discursos autoritários.

Globo de Ouro 2026: Wagner Moura faz história e vence prêmio de Melhor Ator - Foto: Reprodução
Wagner Moura no Globo de Ouro 2026 - Foto: Getty

O ator Wagner Moura, atualmente radicado em Los Angeles (Estados Unidos), fez declarações contundentes sobre sua percepção do clima sociopolítico no país e seus impactos — especialmente em relação às políticas migratórias e ao papel das instituições de Estado. As falas foram feitas em uma recente entrevista ao jornal espanhol El País, divulgada nesta semana.

Medo e tensão diante das políticas migratórias

Moura revelou que, mesmo sendo uma figura pública e internacionalmente reconhecida, sente receio de se deparar com agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) — órgão responsável pela fiscalização migratória no país.

Wagner Moura diz temer agentes do ICE e traça paralelo explosivo entre América e Brasil
Wagner Moura e Donald Trump — Fotos: Repropdução

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“Estamos atravessando um momento muito feio; até eu tenho medo de me deparar com o ICE”, afirmou ele, destacando que costuma reagir de forma intensa frente a situações que considera injustas ou autoritárias, mas que agora não tem certeza de como agiria diante de uma abordagem do órgão — acrescentando que, na sua visão, agentes com poder militarizado podem levar a consequências extremas.

O artista também mencionou que conhece imigrantes latinos que têm evitado sair de casa, temendo deportações e até deixando de levar seus filhos à escola por medo de uma fiscalização agressiva.

Paralelos entre EUA e Brasil

Na entrevista, Moura traçou um paralelo entre o cenário político norte-americano sob o governo de Donald Trump e o que foi vivido no Brasil durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele apontou semelhanças em como sociedades podem reagir diante de regimes autoritários, incluindo a demonização de artistas, jornalistas e universidades — setores que, segundo ele, passaram a ser vistos como inimigos de parte da população.

“A extrema direita no Brasil foi muito eficaz em transformar, diante das pessoas, os artistas brasileiros em inimigos do povo”, disse o ator, criticando discursos que rotulam culturalmente certos grupos como vivendo “às custas do dinheiro público” ou como responsáveis pela desinformação.

Reflexões mais amplas sobre sociedade e informação

Moura também comentou sobre o papel das redes sociais e do debate público, afirmando que plataformas que antes eram vistas como ferramentas de democratização da informação acabaram influenciadas por interesses políticos e tecnológicos, dificultando a circulação da verdade factual.

As declarações ocorrem em um momento de visibilidade ainda maior para o artista, que foi indicado ao Oscar por sua atuação em O Agente Secreto — filme de forte carga política e crítica social dirigido por . A reflexão de Moura mistura experiências pessoais, observações sobre imigração e preocupações mais amplas sobre democracia e construção de narrativas públicas.

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Conteúdo produzido pela equipe de jornalismo do Portal POP Mais, sob supervisão editorial.

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