Xuxa sugere testes de vacinas em população carcerária e é criticada

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Durante uma live realizada na noite da última sexta-feira (26/3) Xuxa Meneghel causou polêmica ao dizer ser a favor de que testes de remédios e vacinas sejam feitos em presidiários, e não em animais como experimento. A declaração foi dada durante uma entrevista no perfil da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e as informações são do Jornal Extra.

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“Acho que, com remédios e outras coisas, eu tenho um pensamento que pode parecer muito ruim para as pessoas, desumano… Na minha opinião, existem muitas pessoas que fizeram muitas coisas erradas e estão aí pagando seus erros para sempre em prisões, que poderiam ajudar nesses casos aí, de pessoas para experimentos”, disse a apresentadora.

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Confira o vídeo:

https://twitter.com/portalpopmais/status/1375774558788198402

Durante a entrevista, Xuxa conversou sobre a defesa dos animais e também projetos de leis voltados para o cuidado dos animais. Xuxa ainda citou testes de produtos que são realizados em pessoas que se sujeitam a alguma eventual consequência, mas que estão cientes do que ocorrem. Diferente dos animais.

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A apresentadora reconhece, porém, que, caso questionem se ela usa ou já usou produtos testados em animais, ela responderia que “quase a vida inteira”, mas reconhece que mudou de postura após se tornar vegana. Mesmo assim, ela reconhece que é “muito difícil”.

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Xuxa é criticada após fala polêmica

No Twitter, muitos usuários, principalmente pessoas pretas, criticaram veementemente o posicionamento da apresentadora.

População carcerária no Brasil

Segundo o 14º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em 2020, dos 657,8 mil presos em que há a informação da cor/raça disponível, 438,7 mil são negros (ou 66,7%). Em 15 anos, a proporção de negros no sistema carcerário cresceu 14%, enquanto a de brancos diminuiu 19%. As informações são do G1 São Paulo.

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Ainda: segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de 2019, cerca de 41,5% da população carcerária é de presos provisórios: pessoas ainda não condenadas. O que torna a ideia da apresentadora de utilizar nos testes presos “que fizeram muitas coisas erradas” inviável.

Por Sâmya Mesquita | Midiático