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OnlyFans fatura bilhões, mas dono quer vender: “mercado ainda tem resistência”

OnlyFans fatura bilhões, mas dono quer vender: “mercado ainda tem resistência”

A plataforma de conteúdo por assinatura que revolucionou a economia dos criadores, OnlyFans, está oficialmente à venda — e o preço pode chegar a US$ 8 bilhões. O movimento surpreende o mercado, mas revela o dilema de um negócio lucrativo que continua esbarrando em barreiras morais e institucionais.

O bilionário Leonid Radvinsky, ucraniano-americano e único proprietário da empresa, decidiu colocar o ativo no mercado após embolsar mais de US$ 1 bilhão em dividendos nos últimos três anos. Só em 2023, o lucro repassado ao seu bolso foi de impressionantes US$ 472 milhões. Números que fariam qualquer investidor abrir os olhos — não fosse pelo peso do nome OnlyFans.

Criada em 2016 pelo britânico Tim Stokely, a plataforma nasceu com o objetivo de permitir que criadores cobrassem assinaturas mensais de seguidores para acessar conteúdos exclusivos. O modelo simples e direto se transformou, rapidamente, em um espaço dominado por conteúdo adulto premium. Ao adquirir o controle da empresa em 2018, com apenas 36 anos, Radvinsky impulsionou ainda mais esse mercado, mas herdou também o estigma que veio junto.

Apesar do faturamento bilionário, a reputação da OnlyFans é seu maior obstáculo. Instituições financeiras tradicionalmente evitam se associar à marca, e a empresa já enfrentou bloqueios de processadores de pagamento no passado — o que quase levou à sua suspensão em 2021.

Para enfrentar esse cenário e ampliar o leque de conteúdos, Radvinsky nomeou Amrapali Gan como CEO, com a missão de profissionalizar a gestão e diversificar a base de criadores. Houve avanços: personalidades da música, fitness e gastronomia passaram a integrar a plataforma. No entanto, o público segue majoritariamente voltado ao conteúdo adulto, o que ainda limita o apetite de grandes compradores.

A venda da OnlyFans representa o clássico impasse do mercado moderno: uma empresa extremamente rentável, com base sólida de receita recorrente, mas com reputação difícil de negociar. No papel, vale bilhões. Na prática, quem topa assinar o cheque?

Entre luxo, nudez, dados e fidelização mensal, a equação financeira está longe de dar prejuízo. Mas a moral do mercado, como sempre, insiste em complicar a conta.

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Conteúdo produzido pela equipe de jornalismo do Portal POP Mais, sob supervisão editorial.

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