
Foto de Souza Sergio na Unsplash
Para muitos torcedores e jornalistas, Vinícius Júnior foi o melhor jogador do Brasil na Copa do Mundo de 2026. O jogador marcou em todas as três rodadas da fase de grupos — contra Marrocos, Haiti e Escócia — e se tornou o quarto jogador brasileiro da história a conseguir esse feito em uma Copa do Mundo.
O atacante do Real Madrid terminou sua participação no Mundial com quatro gols e uma assistência em cinco jogos. Junto a ele, Matheus Cunha, Bruno Guimarães, Douglas Santos e Rayan saíram em alta com a torcida, mesmo após a dolorosa eliminação com a derrota por 2×1 para a Noruega.
Quem mais impactou o Brasil na fase de grupos
Vinícius foi o grande nome do Brasil em 2026, mas não o único. Matheus Cunha, o camisa 9, começou como reserva e já no segundo jogo foi titular, marcando dois gols na vitória contra o Haiti. Bruno Guimarães dominou o meio-campo, ajudando no setor ofensivo, tanto que terminou como o líder da Seleção em assistências (4).
Juntos, os dois ajudaram o Brasil a ser mais imprevisível além de Vinícius, mesmo que a jornada da equipe tenha chegado ao fim no dia 5 de julho. Mas enquanto a esperança ainda estava viva, essa imprevisibilidade teve reflexo direto nas odds para o Brasil, que chegaram a um valor elevado se comparado ao início do torneio, com plataformas como o Correio Braziliense cobrindo todas as estatísticas da Seleção.
Jogue com responsabilidade.
Outro jogador que terminou o torneio bem avaliado foi o lateral esquerdo Douglas Santos, que foi seguro em todas as partidas, terminando sempre com nota acima de 6,6 nos aplicativos de estatísticas. Na zaga, Gabriel Magalhães, ao lado de Marquinhos, teve notas boas e, na percepção geral dos torcedores, fez uma boa Copa do Mundo.
Do outro lado da moeda, outros jogadores saem marcados dessa disputa e têm seus ciclos praticamente encerrados na Seleção. O principal nome é Neymar, que não conseguiu minutagem, entrando em apenas duas partidas. Além dele, Casemiro e Danilo foram outros nomes muito criticados pela torcida e que dificilmente voltarão a vestir a Amarelinha em um Mundial.
Experiência e juventude: como Ancelotti tentou equilibrar o elenco
Quando divulgou a lista dos 26 convocados em 18 de maio, Carlo Ancelotti planejou levar para os Estados Unidos um elenco que misturou experiência e juventude. Embora velhos conhecidos como Neymar, Casemiro, Alisson e Marquinhos continuassem no time, o técnico também convocou nomes como Danilo Santos, Rayan, Endrick e Luis Henrique.
Rayan e Endrick, inclusive, entraram para a história na partida contra o Japão pela fase de 16 avos. Durante o jogo, os dois (ambos com 19 anos) estiveram juntos em campo, sendo apenas a segunda vez que o Brasil escalou dois jogadores com menos de 20 anos simultaneamente em uma Copa do Mundo. A primeira foi em 1958, com Pelé e Garrincha, ano do primeiro título mundial da Amarelinha.
Foi Rayan quem criou o lance que gerou o gol decisivo de Gabriel Martinelli, que virou o placar para 2×1 nos acréscimos daquela partida. Gabriel Martinelli, com 25 anos, foi a figura de maior experiência em um ataque marcado pela juventude, o que diz bastante sobre a renovação deste elenco.
Com contrato renovado, Ancelotti deve dar continuidade a essa renovação para o próximo ciclo da Copa do Mundo 2030. A tendência é que continuem poucos jogadores que foram à Copa de 2026, como Bruno Guimarães, Vini Jr, Endrick e Rayan.
Como o mundo avalia os destaques da Seleção
Infelizmente, o Brasil foi eliminado nas oitavas de final, mas antes da partida derradeira o time parecia estar se encontrando após um começo difícil contra o Marrocos na primeira rodada. Nos bons momentos, a equipe chegou a ser descrita como o “Brasil mais divertido que vimos em muito tempo, com tudo fluindo por Vinícius Júnior”.
Entre todos os craques que disputaram e ainda disputam o Mundial, o Brasil teve quatro nomes no ranking dos 50 melhores da Copa do Mundo. Gabriel Magalhães em 7°, Vini Jr. em 15°, Raphinha em 21° e Marquinhos em 41° foram os nomes que nos representaram e, de certa forma, confirmaram que a Seleção não depende de um único nome para se sustentar em campo.
Agora sem nenhum jogador do Brasil na Copa do Mundo, a Chuteira de Ouro deve ficar entre Messi, Mbappé e Kane, todos artilheiros do torneio e com boas chances de chegarem às semifinais.










































