O embate entre o empresário Bang Si-Hyuk, presidente da HYBE — responsável por lançar o fenômeno global BTS — e as autoridades da Coreia do Sul ganhou um novo desdobramento nesta sexta-feira (24).
O Ministério Público do Distrito Sul de Seul recusou o pedido de mandado de prisão apresentado pela polícia, que investiga o executivo por suspeita de fraude financeira.
Pedido negado por falta de provas suficientes
No início da semana, a Agência de Polícia Metropolitana de Seul havia solicitado a detenção de Bang, alegando irregularidades relacionadas ao mercado financeiro. No entanto, os promotores avaliaram que ainda não há base suficiente para justificar a prisão preventiva.
Em nota, a Unidade Conjunta de Investigação de Crimes Financeiros e de Valores Mobiliários afirmou que será necessária uma apuração mais aprofundada antes de qualquer medida mais severa:
“Constatamos que não há justificativa suficiente para a prisão preventiva nesta fase e solicitamos investigação complementar.”
Apesar da decisão, Bang Si-Hyuk permanece impedido de deixar o país até agosto. Ainda assim, autoridades consideram baixa a possibilidade de fuga.
O que está sendo investigado
O caso gira em torno de suspeitas de que o executivo teria enganado investidores em 2019, ao afirmar que a HYBE não tinha planos imediatos de abrir capital na bolsa. Com essa informação, investidores teriam vendido suas ações a um fundo de private equity pouco antes da empresa realizar seu IPO (oferta pública inicial).
A polícia investiga ainda a possibilidade de um acordo paralelo, no qual esse fundo teria pago cerca de ₩ 200 bilhões (aproximadamente R$ 676 milhões) a Bang, com a promessa de repassar 30% dos lucros obtidos após a abertura de capital.
Defesa nega irregularidades
Por meio de seus representantes, Bang Si-Hyuk nega qualquer prática ilegal. A equipe jurídica do empresário criticou o pedido de prisão feito pela polícia, destacando que ele tem colaborado com as investigações há meses.
Impacto e relevância
A HYBE é uma das maiores empresas de entretenimento da Coreia do Sul, responsável não apenas pelo BTS, mas também por artistas e grupos populares como TXT, ENHYPEN, LE SSERAFIM e SEVENTEEN. O caso levanta questionamentos sobre transparência no mercado financeiro sul-coreano e pode ter repercussões significativas na indústria do K-pop.








































