A aguardada cinebiografia “Michael”, que retrata a trajetória de Michael Jackson, estreia nos cinemas nesta quinta-feira (23), mas já chega cercada de críticas desfavoráveis. Em exibições prévias para a imprensa, o longa não conquistou a maioria dos especialistas.
De acordo com o site Rotten Tomatoes, o filme acumula apenas 34% de aprovação até o momento — índice considerado baixo para uma produção desse porte. Entre os principais pontos negativos apontados estão o ritmo considerado “tedioso” e a ausência de aspectos importantes da vida do cantor.
O crítico John Nugent, da Empire Magazine, destacou que, apesar das performances musicais impressionantes, o filme ignora partes relevantes da história do artista. Já Jake Coyle, da Associated Press, afirmou que a obra aposta excessivamente na nostalgia e em uma visão idealizada da celebridade.
Outros críticos também reforçaram a dificuldade do longa em equilibrar narrativa e profundidade. Kate Erbland, do IndieWire, apontou que os saltos temporais tornam a história cansativa, enquanto Kevin Maher, do The Times, criticou a superficialidade dos personagens secundários e a ausência de figuras importantes, como Janet Jackson.
Nicolau Barber, da BBC, foi ainda mais direto ao afirmar que o filme carece de brilho visual e apresenta diálogos pouco elaborados, nem mesmo conseguindo dar vida às icônicas apresentações do cantor.
A produção acompanha a jornada de Michael Jackson desde sua infância como líder do Jackson 5 até sua consolidação como um dos maiores artistas da história. O longa é estrelado por Jaafar Jackson — sobrinho do cantor — e Juliano Valdi, que interpretam diferentes fases da vida do astro. O elenco conta ainda com nomes como Colman Domingo, Nia Long, Laura Harrier e Miles Teller.
Mesmo com altas expectativas do público, a recepção inicial indica que “Michael” pode enfrentar dificuldades para conquistar tanto a crítica quanto parte dos fãs mais exigentes.









































