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EXCLUSIVO | Dançarina de Anitta, Alline Azevedo abre o jogo sobre o machismo enraizado no mundo do funk

Alline Azevedo (Foto: Divulgação)
Alline Azevedo (Foto: Divulgação)

O ritmo do funk, vem de uma cultura de uma dança sensual e com roupas curtas e mais a vontade que não atrapalham os movimentos. O problema é que muitos veem como um espaço para desrespeito, machismo e provocam diversos tipos de assédio seja com quem está nos shows para trabalhar, como dançarinas e cantores, ou com o público que vai pra se divertir e dançar. Alline Azevedo conversou com a gente e disse um pouco de experiências que já passou na rotina dos shows e até mesmo do que já vivenciou olhando de cima dos palcos.

Alline contou que por ser dançarina de funk, não sofreu apenas assédio sexual, mas também moral. E revelou que o assédio parte tanto de homens quanto de mulheres. ‘’Temos três fatores importantes ali que são: mulheres, dançando sensualmente e de roupa curta. Na cabeça dessas pessoas machistas isso é uma vitrine para faltar o respeito, eu digo pessoas porque esse assédio parte dos dois lados, homens e mulheres. Não só o assédio sexual como o assédio moral também, é uma vida cheia de glamour e aventura, mas precisamos ativar um escudo pessoal para não se deixar abalar por tanta falta de respeito de algumas pessoas.’’

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Alline Azevedo (Foto: Divulgação)
Alline Azevedo (Foto: Divulgação)

Para a dançarina, o melhor jeito de evitar as consequências do machismo em algumas situações, é ter voz ativa e não se deixar intimidar. ‘’Lidar com o machismo é um caminho de arame farpado, porque temos também a covardia de alguns que quando contrariados partem para agressão física. Então é não se deixar intimidar sem se colocar em risco, esse é o ponto. Até hoje as situações que passei consegui resolver com uma resposta bem dada! Eles esperam o silêncio como resposta e também que a gente se sinta intimidada, por isso uma resposta firme resolveu meu problema naquele momento, mas tenho total consciência que nem sempre tem como ser resolvida dessa forma, são situações e situações“, disse Alline.

Alline Azevedo desabafa que já viu de cima do palco mulheres sendo agredidas no público dos shows, e repara que ninguém se intromete para ajudar. “Toda situação de violência, abuso e assédio é revoltante! Já vi de cima do palco mulheres sendo agredidas por homens, não sei se eram ou não companheiros! Ninguém faz nada, ninguém separa… é uma sensação de impotência, de raiva”’, conta ela.

A dançarina que está no ballet da Anitta desde 2013, conta que a equipe é unida, e que há proteção dos homens com as mulheres em situações adversas. “Na equipe nós somos 4 meninas e 17 homens entre o ballet, banda e a equipe técnica. Acabamos virando uma família, então qualquer sinal de problema com a gente eles são os primeiros do nosso lado. Se precisamos trocar de roupa eles saem do camarim, se tem alguma multidão que está com uma abordagem um pouco mais agressiva eles nos protegem“, explica.

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Infelizmente o comportamento do típico machista é que só existe respeito por outro homem, uma mulher falando não faz diferença, então por diversas vezes não ouvimos nenhum tipo de comentário detestável ou aquele comportamento ridículo, foi por estarmos com eles. Se alguém passar dos limites ou estiver incomodando na hora contatamos nosso produtor e ele toma as devidas providências“, continua Alline.

Finalizamos perguntando a dançarina sobre seu relacionamento. Ele mora na Europa, onde ela está atualmente por conta dos shows parados devido a pandemia da Covid 19, mas se não fosse por isso, o relacionamento estaria sendo a distância. ‘’Em relacionamentos anteriores mesmo morando na mesma cidade, ainda sim estava distante, por conta da rotina. Para qualquer relacionamento a base tem que ser feita também de comunicação, e no namoro a distância não seria diferente. Graças a Deus existe a internet e a vídeo chamada dá uma facilitada na nossa vida”.

Alline Azevedo (Foto: Divulgação)
Alline Azevedo (Foto: Divulgação)

“O maior problema é a saudade e a ausência daquela pessoa em momentos que mesmo presente virtualmente fazem falta em carne e osso. Algumas pessoas me questionam do porquê namorar alguém tão longe, eu parto do seguinte princípio: você se apaixona por alguém, alguém que vale a pena se arriscar, alguém que se encaixa perfeitamente com você e não tem nenhum tipo de maldade ou intenção ruim… por que não? Todo relacionamento tem seus desafios, esse desafio são apenas 10.000km e 4h de diferença”, finaliza Alline.

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