O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse nesta quinta-feira (11) que foi um “simples erro de preenchimento de formulário” sua autodeclaração como branco ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Acontece que, há quatros anos, quando disputava na chapa de Bolsonaro, ele havia se declarado como índio. Hoje ele concorre ao Senado pelo Rio Grande do Sul (RS).
“Sou descendente de índios sim, e com muito orgulho. Está estampado no meu rosto e na minha pele, independentemente de qualquer formulário burocrático”, disse o candidato. “Resolveram fazer um escarcéu com um simples erro de preenchimento de um formulário”, completou. Entretanto, o político não deixou claro que tentará desfazer o equívoco.
Em 2018, Mourão se chamou de “cacique Mourão”, disse que seu pai era amazonense e sua avó “era cabocla de Humaitá”. “Eu sou pardo? Eu sou negro? Eu sou asiático? Eram as opções que eu tinha, e a quinta opção era indígena”, disse o então candidato a vice.
Na última terça-feira (9), Mourão registrou sua candidatura para disputar uma vaga no Senado, após ser preterido por Bolsonaro na chapa presidencial. que optou pelo ex-ministro Braga Netto como vice.
Dias antes, em um evento em Caxias do Sul (RS), ele havia dito que o Brasil herdou a “indolência” dos indígenas e a “malandragem” dos africanos. Em seguida, negou que a declaração tinha sido preconceituosa e disse que, inclusive, era descendente de indígenas.
“Temos uma herança cultural, uma herança que tem muita gente que gosta do privilégio (…) Essa herança do privilégio é uma herança ibérica. Temos uma certa herança da indolência, que vem da cultura indígena. Eu sou indígena. Meu pai é amazonense. E a malandragem (…) é oriunda do africano”, afirmou.
“Então, esse é o nosso cadinho cultural. Infelizmente gostamos de mártires, líderes populistas e dos macunaímas”, disse.









































