A atriz, cantora e dubladora Clodd Dias morreu aos 49 anos, na quinta-feira (6). A informação foi confirmada pela família nesta sexta-feira (7). Até o momento, a causa da morte e os detalhes sobre a cerimônia de despedida não foram divulgados.
Natural de Itapetininga, no interior de São Paulo, Clodd iniciou sua trajetória artística aos 14 anos. Após se mudar para a capital paulista, estudou no Teatro Escola Célia Helena e construiu uma carreira marcada por trabalhos no teatro, cinema, televisão e plataformas de streaming, tornando-se uma importante referência na representatividade de pessoas trans no audiovisual brasileiro.
Em nota de pesar, a família destacou o legado deixado pela artista. “É com profundo pesar que comunicamos o falecimento da artista itapetiningana Clodd Dias, que deixa um importante legado para a cultura brasileira. Atriz, cantora e artista de grande talento, Clodd construiu uma carreira marcada por trabalhos no teatro, cinema e streaming”, diz o comunicado.
Entre seus principais trabalhos na televisão e no streaming estão as séries As Five (Globoplay), Manhãs de Setembro (Prime Video), Ayô (2025) e Notícias Populares (2022). No cinema, participou dos filmes Rodeio Rock (2023), O Clube das Mulheres de Negócios (2022) e Dois Mais Dois (2021).
Nos palcos, Clodd integrou montagens como Entrega para Jezebel, Mãe de Santo, A Mulher que Digita, Esperando Godot e Negrinha. Seu trabalho mais recente no teatro foi o espetáculo O céu fora daquela janela, apresentado entre março e abril deste ano no Sesc Vila Mariana, em São Paulo.
A morte da artista gerou grande comoção entre colegas e admiradores. O jornalista e crítico teatral Miguel Arcanjo Prado homenageou Clodd nas redes sociais, lembrando que ela recebeu o Prêmio Arcanjo em 2021 por sua atuação em Manhãs de Setembro, ao lado de Divina Nubia e Liniker. Segundo ele, Clodd foi “uma atriz de rara sensibilidade e uma joia rara da cultura brasileira”, destacando sua contribuição para a representatividade trans na televisão.
Diversos artistas também lamentaram a perda. O diretor teatral Ruy Cortez afirmou que Clodd foi “uma artista visceral” e lamentou a falta de valorização dos profissionais da cultura no país. A atriz Mel Lisboa escreveu: “Triste demais”. Já o ator Marcelo Médici publicou: “Que tristeza”. Sandra Corveloni também prestou homenagem, definindo Clodd como “uma artista incrível”.







































