O bicampeão olímpico de remo Olaf Tufte morreu aos 50 anos após ser encontrado inconsciente na fazenda de sua família, nos arredores de Oslo, na Noruega. Considerado um dos maiores nomes da história do esporte norueguês, o ex-atleta chegou a ser socorrido e levado para um hospital da capital, mas não resistiu.
Ao longo da carreira, Tufte disputou sete edições dos Jogos Olímpicos e conquistou quatro medalhas: duas de ouro, uma de prata e uma de bronze, consolidando seu nome entre os maiores remadores da história da modalidade.
Em nota, o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, lamentou a morte do ex-atleta e destacou sua importância para o país.
“Tufte trouxe imensa alegria à Noruega por meio do esporte. Ele foi um dos maiores heróis esportivos do país, um atleta olímpico condecorado, um dos melhores remadores que já tivemos e um grande exemplo para muitas pessoas.”
A Federação Mundial de Remo também prestou homenagem ao bicampeão olímpico. A entidade relembrou que ele encerrou a carreira competitiva nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, aos 45 anos, competindo ao lado de atletas que nasceram depois de sua estreia olímpica.
Além do sucesso nas águas, Tufte administrava a fazenda da família, atuava como bombeiro voluntário e também era empresário, com investimentos em uma empresa de concreto, na marca de roupas Tufte Wear e em uma cervejaria.
O ex-remador neozelandês Mahe Drysdale, um dos principais rivais de Tufte ao longo da carreira, afirmou estar em choque com a notícia. Em entrevista ao jornal Dagbladet, ele destacou a amizade construída entre os dois apesar da intensa rivalidade nas competições.
“Olaf era um titã. Parecia invencível. É um choque enorme para mim e para toda a comunidade do remo. Éramos rivais ferozes, mas também grandes amigos. Ele era um atleta excepcional, mas uma pessoa ainda melhor. Tinha uma habilidade única de fazer todos se sentirem importantes e unia as pessoas.”
Após se aposentar das competições, Olaf Tufte permaneceu ligado ao esporte. Em 2024, integrou a comissão técnica da equipe paralímpica da Noruega e ajudou a remadora Birgit Skarstein na conquista da medalha de prata nos Jogos Paralímpicos de Paris.










































