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Diomedes Chinaski retrata a migração nordestina e xenofobia no clipe de “Lágrimas de Crocodilo”

O pernambucano Diomedes Chinaski acaba de divulgar “Lágrimas de Crocodilo”. Somando quase 13 minutos, filme – protagonizado por um personagem nordestino que migra para São Paulo – é uma adaptação de “Crocodiloboy”, primeiro disco do artista que coleciona diversas mixtapes lançadas. 

Na trilha sonora, trechos de faixas inéditas produzidas por Deryck Cabrera. As inspirações são embaladas por rap, jazz, soul, gospel e R&B. 

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Para além da atuação, registro apresenta imagens documentais e entrevistas que retratam o processo ainda muito atual de migração dos cidadãos nordestinos para o centro-sul do Brasil. Isso fala, inclusive, sobre a própria experiência do músico que, para trabalhar e realizar o seu sonho, está longe da família e do seu filho, carregando uma série de questionamentos sobre essa escolha. “Seria fácil demais se esse filme fosse só sobre a xenofobia, mas isso acaba sendo algo muito pequeno. Nós, nordestinos, somos muito fortes para enfraquecermos por palavras. Muito orgulhosos para nos sentirmos menores que os outros e muito esforçados para não conquistarmos nossos espaços. O curta é sobre algo que não é tão explícito, porque o breve momento que aborda a questão principal, que é a saudades, já fala demais. Quem veio de lá para cá vai sentir na pele o que eu quero dizer. E quem está lá, sem esperança nenhuma neste país, também”, ressalta o rapper.

Guiado por um visual vintage moderno, “Lágrimas de Crocodilo” explora cenários próprios da cidade. Entre eles, o Cabaret da Cecília e o emblemático Edifício 14 BIS. Com 27 andares e quase dois mil moradores, em sua grande maioria nordestinos, o prédio é morada da também pernambucana Tássia Seabra, CEO da Seabra Produção, produtora e sócia de Chinaski. Por ali, o cheirinho de comida caseira pelos corredores e o restaurante de culinária típica, aberto até às 5 da manhã, trazem fortes lembranças do que ela chama de casa.

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Nas participações especiais, Zé Brown (Faces do Subúrbio) e Don L. Responsável pela direção, a cineasta Bárbara Vida. Ela, que também é atriz e mídia ativista do MST, destaca a dedicação de sua equipe composta por homens, mulheres, brancos, negros, índios, mulheres trans e LGBTs, crianças, adultos e idosos. 

Bárbara, Diomedes e Ludmila Curi, documentarista carioca, assinam o roteiro. Assista:

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