O cantor irlandês Niall Horan, de 32 anos, se pronunciou nesta terça-feira (21) após uma curtida em uma publicação nas redes sociais provocar forte reação entre fãs argentinos. O artista afirmou que a interação foi acidental e reforçou o carinho que tem pelo país.
A polêmica começou após Horan curtir um post em formato de carrossel que ironizava lances polêmicos e faltas atribuídas à Seleção Argentina durante a final da Copa do Mundo de 2026, disputada no último domingo (19). Na última imagem da publicação aparecia a bandeira da Espanha, campeã do torneio, acompanhada da frase “As Malvinas são espanholas”, em referência ao arquipélago reivindicado pela Argentina e administrado pelo Reino Unido.

Antes da manifestação do cantor, um perfil argentino dedicado ao artista publicou uma nota repudiando a curtida. O comunicado, que alcançou quase 2 milhões de visualizações, destacou que o problema não era a rivalidade esportiva, mas a referência às Ilhas Malvinas.
“Não nos importam as provocações sobre futebol, mas sim a última imagem, na qual espanhóis zombam da nossa luta pelas Ilhas Malvinas. Do fundo do coração, esperamos que tenha sido um erro, porque esse é um tema que, para nós, vai muito além de uma Copa do Mundo”, dizia um trecho da publicação.
Diante da repercussão, Niall Horan respondeu diretamente nos comentários da postagem e explicou que a curtida aconteceu por engano.
“Foi um erro honesto. Eu realmente nem percebi que tinha curtido o post e nem me lembro de tê-lo visto. Não sinto nada além de carinho pela Argentina e por todos os meus fãs daí”, escreveu o cantor.
Disputa histórica
A questão das Ilhas Malvinas permanece como um dos temas mais sensíveis para a Argentina. O arquipélago, localizado no Atlântico Sul, é administrado pelo Reino Unido desde 1833, embora a Argentina reivindique sua soberania. Em 1982, os dois países travaram uma guerra pelo controle do território, encerrada com a vitória britânica.
O assunto voltou ao centro das atenções durante a Copa do Mundo de 2026, quando a seleção argentina eliminou a Inglaterra por 2 a 1 na semifinal. Após a classificação, os jogadores comemoraram exibindo uma faixa com a mensagem: “As Malvinas são argentinas”.
O gesto motivou o governo do Reino Unido a solicitar à FIFA a abertura de uma investigação, sob a alegação de que a manifestação teria caráter político e violaria o código de conduta da entidade, que proíbe demonstrações políticas em competições oficiais.











































