ENTREVISTA | Guil conta detalhes sobre o processo de seu novo single “Dimensão”

Guil - Imagem: Divulgação
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Com referências melódicas e rítmicas da MPB, a nova música de Guil, “Dimensão”, recebe a contribuição da voz suave da cantora Sabrina Oliveira, resultando em uma canção dançante, leve e que funciona, metaforicamente, como um abraço no ouvinte. Através de uma adição de beats, o single fica com uma pegada forte de pop-MPB, fórmula de sucesso já comprovada por hits nacionais recentes como “Deixa” (Lagum e Ana Gabriela) e “Devagarinho” (Gilsons e Mariana Volker).

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“Dimensão” tem uma letra assinada por Guil, Sabrina e Mateus Melo (da produtora 48K), e conta com uma mensagem solar, colorida através de versos que geram fácil identificação com qualquer pessoa. Não se trata de uma relação entre um homem e uma mulher, dois homens ou duas mulheres. O campo em comum é, justamente, o universal tema do amor e a relação romântica entre duas pessoas. A canção veio acompanhada ainda por um lindo videoclipe, e é primeira prévia de Ikarus, o disco de estreia de Guil que será lançado no fim deste mês!

O POP Mais bateu um papo com ele, que contou detalhes sobre todas as novidades:

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Conta pra gente, como começou sua história na música?

Minha história na música sempre existiu. Desde criança, eu cantava pelos cantos, fazia minhas performances de chuveiro, na escola, até que eu comecei a aprender a tocar violão aos 11-12 anos, compondo ao mesmo tempo. Oficialmente, a carreira começou por volta dos 19 anos, com minha primeira banda de rock, tocando em festas, bares e baladas. Essa paixão foi crescendo ao ponto de me trazer do Nordeste até São Paulo, para seguir de forma profissional, o que já estou fazendo faz 3-4 anos.

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Você acaba de lançar a canção “Dimensão” com participação especial da Sabrina Oliveira. A composição é assinada por vocês dois e pelo Mateus Melo, da produtora 48k. Nos fale um pouco sobre a letra e qual foi a inspiração de vocês no processo de criação.

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Dimensão, inicialmente, foi escrita por mim e pelo Mateus. Eu sempre coloco minhas experiências pessoais dentro da minha composição e aqui não foi diferente. Eu vivo em um relacionamento no qual aprendo todos os dias, pois somos diferentes, dentro de muitas coisas em comum que temos (confuso, eu sei), mas eu me inspirei nessa dimensão, nesse mundo que eu aprendi a enxergar e que, involuntariamente, me conquistou aos poucos. Logo depois, eu sabia que queria que essa música fosse um feat. Foi ai que o pessoal do 48k me apresentou a Sabrina Oliveira, dando logo um match. Então, eu sugeri que a Sabrina escrevesse o trecho que ela fosse cantar, para que participasse da composição, o que ela fez majestosamente. Eu percebi ali que ela entendeu a mensagem exata que eu queria passar com a música.

Sobre a estética sonora, essa nova música tem uma combinação pop-MPB, que cria uma atmosfera acolhedora, leve e dançante. Como foi o processo da produção instrumental?

O instrumental foi criado junto com a letra, logo de cara. Eu olhei pro Mateus e disse que eu queria algo inspirado no feat. do Lagum com a Ana Gabriela, misturado com a trilha sonora de “Me Chame Pelo Seu Nome”. Não preciso nem dizer que, desde o primeiro acorde, o Mateus sacou toda a ideia e, daí, o resto fluiu lindamente.

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“Dimensão” veio acompanhada de um belo videoclipe com direção, edição e roteiro de Átilas e participações especiais dos dançarinos Gabi Camisotti e Thadeu Torres. Como foi a experiência de participar de toda essa produção?

Videoclipes são sempre muito trabalhosos, bem pensados e exigem bastante dedicação. Eu acredito que seja a parte que eu mais gosto, depois da composição, pois eu me considero bastante criativo e, com a equipe certa, a minha imaginação se transforma em realidade, o que é lindo de se ver. Sou bastante exigente comigo mesmo e, vendo resultados como esse clipe, fico extremamente orgulhoso de trabalhar tão duro. Os meninos da Mavo, a Sabrina e os demais envolvidos estão de parabéns e me deixaram muito feliz com o resultado final.

Essa é a sua terceira canção independente lançada, depois dos singles “Teu” e “Legendado”. Agora, a outra grande novidade é que o seu álbum de estreia Ikarus está vindo aí, com lançamento previsto para o fim do mês! Como estão as expectativas? O que o público pode esperar do disco?

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Eu não consigo pensar em outra palavra para descrever o meu álbum a não ser “orgulho”. Como eu falei, coloco sempre a minha vida nas minhas letras e esse álbum é um livro aberto da minha vida. Desde os momentos de autoconhecimento, em relação a minha sexualidade e aceitação, quanto a minha jornada amorosa até onde estou hoje. “ikarus” se trata do meu primeiro vôo (assim como na mitologia), por isso preciso me lembrar de voar, mas manter a minha essência, para que o vôo não termine em queda. O que é uma metáfora para que eu me lembre de sempre ser agradecido por tudo que conquisto. Coincidentemente, ou não (haha), o nome do meu marido é Ikaro, que tem metade das composições dedicadas a ele. Mas a descrição da história é verdadeira. Obs: o lançamento foi adiado para 4 de Junho de 2021.

ENTREVISTA | Guil conta detalhes sobre o processo de seu novo single "Dimensão"
Bastidores do clipe “Dimensão” – Imagem: Divulgação

Agora, vamos falar um pouco sobre suas referências musicais! Quais são suas principais inspirações e como você define o estilo do seu som?

Confesso que sempre fui do Pop/Rock Inglês, louco por um Coldplay, Oasis, Beatles. Mas, nos últimos anos, tenho mergulhado no nosso, no Brasil, e me apaixonado e reapaixonado pelo que temos de melhor. De Tiago Iorc a Gilsons, AnaVitoria, Duda Beat, Tribalistas, Lagum, eu absorvo de tudo um pouco. Me inspiro também, não necessariamente musicalmente, em artistas como Anitta, pela batalha e pela dedicação a carreira. Mas, no fim, volto as gringas e digo, com orgulho, que adoro a forma como Taylor Swift compõe, com uma riqueza de detalhes incrível. Me inspirei muito nela ao fazer meu álbum.

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Você também tem um projeto paralelo chamado ALTEREGO, inspirado no rock inglês. Conta um pouco pra gente sobre ele!

Como mencionei, esse foi o meu começo, o Pop/Rock inglês e, jamais, eu conseguiria colocar isso de lado e nunca mais fazer. Aliás, as composições do ALTEREGO, em sua grande parte, foram escritas lá atrás, entre meus 16 a 20 anos de idade. Nesse projeto, eu mostro o outro lado do Guil, tudo preto, com uma atitude mais forte e com vocais mais agressivos. Virou meu xodó, além de do meu pai, pois ele abraça esse projeto e faz a maioria das escolhas, de repertório a figurino (haha). O sonho dele era que o filho fosse somente Rock’n’Roll.

Obrigada pela entrevista, Guil! Deixe uma mensagem para os leitores do POP Mais!

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Eu agradeço MUITO por esse espaço, POP Mais! Foi um prazer enorme. Para todos, eu gostaria de deixar um convite para que conheçam o meu trabalho, pois tenho certeza de que poderão se identificar com o que eu escrevo, sobre o cotidiano, experiências minhas, mas tão comuns aos outros também. E caso um Pop mais leve, romântico e pensativo não seja a sua praia, o Rock que corre em minhas veias tá liberado pro abraço também!

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