A produtora responsável pelo filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, divulgou uma nota nesta quinta-feira negando qualquer participação financeira do banqueiro Daniel Vorcaro na produção cinematográfica. O posicionamento contradiz declarações feitas anteriormente pelo senador Flávio Bolsonaro, que havia admitido ter solicitado apoio financeiro ao empresário para concluir o projeto.
Segundo a Go Up Entertainment, produtora do longa, “não houve um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro” na estrutura de financiamento do filme. A empresa afirmou ainda que o projeto foi viabilizado exclusivamente por meio de capital privado, sem utilização de recursos públicos.
Em nota, a produtora explicou que as regras do mercado audiovisual norte-americano impedem a divulgação da identidade de investidores protegidos por acordos de confidencialidade. De acordo com a empresa, esse tipo de proteção é comum em operações privadas de captação de recursos para produções cinematográficas.
Apesar da limitação contratual, a Go Up Entertainment garantiu que nenhum dos mais de dez investidores envolvidos no projeto possui ligação com Vorcaro, com o Banco Master ou com empresas associadas ao banqueiro.
“A produtora reafirma que o projeto cinematográfico Dark Horse foi estruturado dentro de modelo privado de desenvolvimento audiovisual, por meio de articulações, parcerias e mecanismos legítimos do mercado de entretenimento nacional e internacional, sem utilização de recursos públicos”, afirma trecho do comunicado.
A empresa também destacou que conversas com potenciais investidores não significam necessariamente a concretização de aportes financeiros ou participação societária. A nota critica ainda tentativas de relacionar o filme a fatos externos sem “comprovação documental, financeira ou contratual”.
A manifestação ocorre após reportagem publicada pelo site Intercept Brasil revelar mensagens e áudios em que Flávio Bolsonaro cobrava pagamentos relacionados à produção do filme. O senador confirmou que buscou recursos junto a Vorcaro, alegando atraso em parcelas previstas de patrocínio privado.
Outro integrante do projeto, o deputado federal Mário Frias, que atua como produtor executivo do longa, também negou qualquer participação financeira do banqueiro. Segundo Frias, o filme foi desenvolvido integralmente com investimentos privados e sem recursos ligados a Daniel Vorcaro.











































