O Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) ajuizou, nesta quinta-feira (9), uma ação civil pública contra a influenciadora Virginia Fonseca e a plataforma de apostas Blaze. Na ação, o órgão solicita que os dois sejam condenados ao pagamento de, no mínimo, R$ 120 milhões por danos morais coletivos.
Segundo o MPDFT, o processo foi protocolado no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) após o recebimento de denúncias de consumidores que relataram problemas como retenção de valores depositados, bloqueio de contas e justificativas consideradas insuficientes para impedir o acesso aos recursos.

As investigações também reuniram um relatório técnico com mais de 42 mil reclamações registradas contra a plataforma. De acordo com o Ministério Público, a apuração começou em 2023, período em que a Blaze ainda operava sem autorização federal.
Na ação, o órgão cita ainda um inquérito conduzido pela Polícia Civil de Mato Grosso, que concluiu que a empresa utilizava celebridades e influenciadores digitais para atrair novos usuários, promovendo os jogos com promessas de ganhos rápidos e fáceis.
Para analisar as estratégias de divulgação da plataforma, servidores do MPDFT criaram contas na Blaze e acompanharam as campanhas promocionais e de marketing veiculadas pela empresa.
Além da indenização milionária, o Ministério Público pede que Virginia Fonseca e a Blaze sejam condenadas, de forma solidária, a custear uma campanha de contrapropaganda educativa voltada aos riscos das apostas online, ao superendividamento e aos direitos dos consumidores.
O caso ocorre após Virginia Fonseca ter sido citada no relatório final da CPI das Bets, apresentado em junho de 2025 pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS). Na ocasião, a parlamentar pediu o indiciamento da influenciadora por supostos crimes de estelionato e propaganda enganosa, sob a alegação de que ela teria simulado apostas de alto valor em publicações nas redes sociais para incentivar seguidores a utilizarem plataformas de apostas.
Na época, Virginia afirmou, por meio de nota, que recebeu o pedido de indiciamento com surpresa e negou ter cometido qualquer irregularidade. A defesa da influenciadora declarou que ela sempre atuou dentro da legalidade e que se manifestaria no momento oportuno.









































