O ator Juca de Oliveira, que morreu aos 91 anos em decorrência de complicações de uma pneumonia, deixa uma trajetória sólida e um legado de personagens inesquecíveis na televisão brasileira. Com carreira iniciada no teatro em 1961, ele acumulou cerca de 65 anos de atuação artística, passando pelas principais emissoras do país.
Sua estreia no audiovisual aconteceu em 1964, na extinta TV Tupi, marcando o início de uma longa jornada também na televisão. Ao longo das décadas, Juca se destacou por papéis marcantes que atravessaram gerações.
Entre eles, está João Gibão, personagem da primeira versão de Saramandaia (Globo, 1976), novela de Dias Gomes conhecida pelo realismo fantástico. Na trama, Gibão tinha o dom da premonição e escondia um par de asas nas costas. No último capítulo, protagonizou uma das cenas mais emblemáticas da teledramaturgia brasileira ao voar, ao som de “Pavão Misterioso”, de Ednardo.

Outro momento importante da carreira veio em 1994, quando, aos 59 anos, interpretou o protagonista Antônio no remake de As Pupilas do Senhor Reitor, no SBT. O trabalho reforçou sua presença na chamada “era de ouro” da dramaturgia da emissora, onde também atuou em Os Ossos do Barão (1997), vivendo Egisto Ghirotto, um dos personagens centrais da trama.
Entre as décadas de 1980 e 1990, o ator transitou por diversas emissoras, como Globo, Manchete, SBT, Record e Band, consolidando sua versatilidade. Em 2001, conquistou outro papel marcante ao interpretar o cientista Dr. Albieri em O Clone (Globo), personagem fundamental na trama sobre clonagem humana.
Seu último trabalho em novelas foi em O Outro Lado do Paraíso (Globo, 2017), no papel de Dr. Natanael Montserrat.
Mesmo após se afastar da televisão, Juca de Oliveira seguiu ativo nos palcos, com atuações em peças como Mãos Limpas (2019/2020) e A Flor do Meu Bem-Querer (2022), mantendo viva sua paixão pelo teatro até os últimos anos.













































