Natural de Timbó (SC), André Paulo Bertoldi constrói sua trajetória musical unindo composição autoral, diversidade sonora e uma proposta artística que busca ultrapassar os limites tradicionais do formato musical. Aos 32 anos, o cantor, intérprete e compositor desenvolve um trabalho marcado pela combinação entre música, conceito e identidade visual.
A relação com a música começou cedo. Vindo de uma família de músicos, André teve contato com instrumentos e composições ainda na infância. Na adolescência, encontrou uma referência decisiva em bandas que valorizavam letras mais reflexivas e distantes dos padrões comerciais, experiência que ajudou a consolidar sua vontade de criar um repertório próprio.
Ao longo dos anos, acumulou mais de 90 composições autorais até transformar parte desse material em seus primeiros registros profissionais. O início da carreira trouxe o lançamento do EP “Divagações de Uma Vida Com Amor”, apresentado em duas partes e reunindo seis faixas que passaram a traduzir sua identidade artística.
Além da música, André também possui formação em Administração e Design Gráfico — áreas que influenciam diretamente sua produção criativa. Essa combinação aparece na construção estética de seus projetos, que buscam apresentar ao público não apenas canções isoladas, mas obras guiadas por conceitos visuais e narrativos conectados.
Musicalmente, sua proposta parte do pop rock nacional como base principal, mas incorpora referências que transitam entre folk, country, gospel, indie e pop. O objetivo é permitir que cada composição encontre diferentes caminhos sonoros e dialogue com públicos distintos, evitando limitações de gênero.
Essa busca por experimentação também se refletiu no lançamento do compilado “codinome: international feelings”, projeto que apresentou músicas com características distintas entre si e diferentes dos trabalhos anteriores.
Na sequência, veio o segundo EP de estúdio, “Ep(ifanias)”, concebido como um contraponto ao universo emocional explorado no primeiro trabalho. O projeto reuniu os singles “Marte”, “Já é Quase Amanhã”, “Neve”, “Nova Morada”, “Antes Só Do Que Mal Enterrado” e “Cadeado”, ampliando o repertório e consolidando novas camadas criativas dentro da discografia do artista.
A evolução desse percurso culminou no lançamento do primeiro álbum completo de André Paulo Bertoldi. Para apresentar o projeto ao público, foram lançados singles que anteciparam diferentes aspectos da obra.
Entre eles, “Labirinto” trouxe uma abordagem baseada no pop rock clássico com elementos contemporâneos. Já “Apenas uma Tragédia Ambulante de Amor” assumiu o formato de balada romântica e utilizou as relações afetivas atuais como tema central. Em seguida, “Me Prove” marcou uma colaboração internacional com o artista chileno Ali Alexander.
Fechando a fase de divulgação, “Prazer é Meu”, faixa de abertura do álbum, surge como uma apresentação leve e descontraída da personalidade do artista e das perspectivas que deseja construir para o futuro.
O restante do disco amplia esse universo com músicas inéditas e destaca “Bem Me Quer” como uma das apostas do projeto — uma composição romântica e envolvente que reforça a proposta central de André: transformar experiências pessoais e sensibilidade artística em uma obra que vai além do som e se estabelece como conceito.








































