O empresário William Gusmão, de 38 anos, irmão da influenciadora Virginia Fonseca, se manifestou pela primeira vez após ser condenado por importunação sexual pela 4ª Turma da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). Em vídeo publicado nas redes sociais na quinta-feira (9), ele negou as acusações e afirmou que irá recorrer da decisão.
William foi acusado pela empreendedora Lilly Martins de tê-la importunado durante uma festa realizada em 2023, no noroeste de Goiás. Segundo a denúncia, o empresário teria colocado a mão dentro da calça da vítima e apalpado suas nádegas após ela pedir uma foto com ele.
No pronunciamento, William afirmou que jamais tocou a denunciante de forma inadequada e apresentou sua versão dos fatos. De acordo com ele, o contato entre os dois ocorreu apenas durante as fotos solicitadas por Lilly, momento em que teria colocado as mãos apenas nas costas dela.
O empresário também alegou que, após as fotografias, a empreendedora passou a filmá-lo, insultar sua mãe e sua irmã e tentar provocar um contato físico. Segundo William, ele decidiu deixar o local ao perceber o que classificou como uma situação “mal-intencionada”.
Durante o vídeo, William ainda questionou a versão apresentada pela denunciante e afirmou que, caso ela tivesse sido vítima de importunação sexual, teria procurado imediatamente a segurança do evento. “O importunado fui eu”, declarou.
Defesa vai recorrer
Em nota, a defesa do empresário informou que a condenação ainda não é definitiva e destacou que a decisão foi tomada em segunda instância, sendo possível apresentar recursos aos tribunais superiores.
Os advogados afirmam que William nega a prática do crime e ressaltam que o Ministério Público de Goiás se manifestou, tanto em primeira quanto em segunda instância, pela absolvição do empresário, sob o entendimento de que não haveria provas suficientes para a condenação.
O advogado Giuliano Vettori também reforçou que, conforme a legislação brasileira, a defesa continuará recorrendo da decisão até o trânsito em julgado do processo.
Veja a nota completa da defesa:
“A defesa técnica de William Pimenta Gusmão vem a público manifestar-se sobre a recente decisão proferida pela 1a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. Informamos que a decisão não é definitiva, pois trata-se do julgamento de um recurso dos assistentes de acusação. Embora a defesa respeite o entendimento dos Desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás, manifesta sua veemente discordância com a condenação, uma vez que o réu nega peremptoriamente a prática do fato que lhe é falsamente imputado. O Ministério Público, tanto em primeira instância, por meio do Promotor de Justiça quanto em grau de recurso, por meio do Procurador de Justiça emitiu pareceres favoráveis à absolvição de William Gusmão, constatando a flagrante ausência de provas e de materialidade delitiva. Diante da inocência do acusado e da contradição entre o resultado do julgamento e o entendimento no Ministério Público e da linha de defesa e considerando que a decisão não é definitiva, ainda cabem recursos aos Tribunais Superiores, que serão utilizados dentro das possibilidades legais”.
Caso segue sob sigilo
O Tribunal de Justiça de Goiás informou que o processo tramita em segredo de Justiça, por se tratar de um caso relacionado a crime contra a dignidade sexual. O Ministério Público de Goiás também confirmou que não divulga detalhes da ação em razão do sigilo processual.









































