O padre Luciano Braga Simplício, que ganhou repercussão nacional após ser flagrado com a noiva de um fiel em uma casa paroquial de Nova Maringá, no Mato Grosso, ingressou na Justiça contra as emissoras Globo, Record e SBT. O sacerdote pede a retirada de conteúdos publicados pelas TVs e uma indenização de R$ 300 mil por danos morais.
De acordo com a ação, a defesa do religioso alega que a ampla divulgação das imagens teria provocado um intenso linchamento virtual, comprometendo sua vida pessoal e sua atuação como padre. O caso também passou a ser investigado pela Igreja Católica após a circulação do vídeo nas redes sociais.

Os advogados de Luciano afirmam que ele passou a enfrentar dificuldades para exercer suas atividades e conviver na cidade onde mora devido à repercussão do episódio.
“Ele passou a ter uma vida ruim com a exposição em massa de um mal-entendido”, sustenta a defesa no processo.
Em decisão liminar, a 2ª Vara de Justiça de São José de Rio Claro (MT) determinou que as emissoras retirassem das redes sociais os vídeos relacionados ao padre e se abstivessem de divulgar novas informações sobre o caso.
A Globo, no entanto, recorreu da decisão, argumentando que a medida representava censura prévia e feria a liberdade de imprensa. O recurso foi acolhido pelo desembargador Ricardo Gomes de Almeida, da 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), que revogou a liminar em relação à emissora.










































