A polícia de Clearwater, na Flórida, concluiu oficialmente a investigação sobre a morte de Hulk Hogan e divulgou um relatório detalhado de 72 páginas com informações inéditas sobre os últimos momentos da lenda da luta livre norte-americana. O ex-lutador, cujo nome verdadeiro era Terry Bollea, morreu aos 71 anos, em 24 de julho do ano passado.
O documento reforça a conclusão já apresentada pelas autoridades e pelos registros médicos: a morte foi considerada natural. Segundo o relatório, Hogan sofreu um infarto agudo do miocárdio e também enfrentava problemas de saúde como fibrilação atrial, um distúrbio cardíaco, além de um quadro de leucemia que, de acordo com os médicos, não havia sido divulgado publicamente.
A investigação ganhou repercussão após declarações de Brooke Hogan, filha do ex-lutador. A cantora e influenciadora de 38 anos questionou a versão oficial, afirmando ter dúvidas sobre o diagnóstico de leucemia e criticando a ausência de uma autópsia. Brooke relatou que acompanhou o pai durante diversas cirurgias e costumava monitorar seus exames de sangue, o que a levou a questionar como a doença não teria sido identificada anteriormente.

Apesar das suspeitas levantadas pela família, as autoridades afirmaram não ter encontrado qualquer evidência de irregularidade. No relatório final, a polícia classificou o caso como “morte natural assistida” e destacou que o falecimento foi causado exclusivamente por condições médicas preexistentes, sem sinais de trauma ou fatores tóxicos que pudessem ter contribuído para o desfecho.
“Após uma análise exaustiva das declarações, registros médicos, imagens de vigilância da residência e uma inspeção visual do corpo do Sr. Bollea, não foram encontradas evidências que indiquem que sua morte tenha ocorrido por qualquer motivo além de causas naturais”, afirma o documento.
As autoridades também informaram que foram revisadas imagens das câmeras corporais dos policiais e dos sistemas de segurança da residência de Hogan. Nenhum elemento suspeito foi identificado ao longo da apuração.
O relatório inclui ainda o depoimento do terapeuta ocupacional Justin McCamey, que estava na casa do ex-lutador quando ele morreu. Segundo o profissional, a saúde de Hogan já estava bastante fragilizada após uma cirurgia recente. O documento destaca que o astro passou por cerca de 20 a 30 procedimentos cirúrgicos ao longo da vida, incluindo intervenções nos joelhos, quadris e coluna.
A esposa de Hogan, Sky Daily, também estava na residência no momento em que as equipes de emergência chegaram para prestar atendimento.
Ícone da luta livre mundial e uma das figuras mais populares do entretenimento esportivo, Hulk Hogan deixa dois filhos, Brooke e Nick Hogan, frutos de seu casamento com Linda Hogan, com quem foi casado entre 1983 e 2009. A conclusão da investigação encerra oficialmente as especulações sobre as circunstâncias de sua morte e confirma que não houve indícios de crime ou ação de terceiros no caso.











































