O pastor e empresário Márcio Poncio, de 52 anos, foi preso nesta quinta-feira (2) durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF). A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à nova cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro e possíveis conexões com integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do estado.
Natural do Rio de Janeiro, Márcio Poncio construiu sua trajetória empresarial no setor de tabaco. Paralelamente, atua há mais de 20 anos como pastor evangélico. Em suas redes sociais, ele se apresenta como “servo de Deus” e integrante da Igreja da Nuvem.

Família Poncio ganhou notoriedade nas redes sociais
Márcio ficou conhecido nacionalmente como patriarca da família Poncio, que conquistou milhões de seguidores ao compartilhar a rotina, o estilo de vida luxuoso e episódios que frequentemente repercutiram na internet.
Ele é pai do cantor Saulo Poncio e da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ).
Casado há mais de 30 anos com a pastora Simone Poncio, o empresário anunciou em março deste ano que o casal espera mais um filho. Os dois enfrentaram uma crise no relacionamento em 2023, quando chegaram a confirmar a separação, mas oficializaram a reconciliação no ano seguinte.
Tentativas na política
Além da atuação religiosa e empresarial, Márcio Poncio também tentou ingressar na política.
Em 2022, disputou uma vaga para deputado federal pelo Rio de Janeiro, encerrando a eleição como segundo suplente. Já em 2025, anunciou candidatura à Prefeitura de Três Rios (RJ), em uma eleição suplementar convocada após a cassação do então prefeito, mas não foi eleito.
Operação Unha e Carne
Segundo a Polícia Federal, a 5ª fase da Operação Unha e Carne busca aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro atribuído ao grupo investigado, além de identificar possíveis ramificações envolvendo agentes públicos do Estado do Rio de Janeiro.
Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão em endereços localizados no Rio de Janeiro e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), também foi autorizado o bloqueio de bens e valores dos investigados, com limite de aproximadamente R$ 22 milhões.
Além de Márcio Poncio, a operação teve como alvos o contraventor conhecido como Adilsinho, o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.











































