O cantor e compositor Clarence Carter morreu aos 90 anos na última quinta-feira (14), em Montgomery, no estado do Alabama, nos Estados Unidos. Ícone do soul e do R&B americano, o artista enfrentava um câncer de próstata em estágio avançado e também sofria com complicações causadas por pneumonia e sepse.
A morte foi confirmada por representantes ligados à cantora Candi Staton, ex-esposa de Carter.
Nascido cego em Montgomery, Clarence Carter construiu uma das carreiras mais marcantes da música americana nas décadas de 1960 e 1970. O artista ganhou projeção nacional em 1968 com o lançamento de Slip Away, balada que se tornou um dos grandes sucessos do southern soul ao abordar temas como relacionamentos e traição.
Ao longo da carreira, Carter ficou conhecido pela capacidade de unir emoção, humor e irreverência em suas composições. Entre seus maiores sucessos estão Patches, lançada em 1970 e reconhecida por retratar a superação da pobreza no sul dos Estados Unidos, e Strokin’, faixa que se tornou um clássico cult e voltou a ganhar popularidade anos depois ao integrar a trilha sonora do filme O Professor Aloprado, estrelado por Eddie Murphy.
Outro destaque de sua trajetória foi Back Door Santa, música natalina de tom provocador que mostrou o lado descontraído e ousado do cantor.
Além do sucesso como intérprete, Clarence Carter também atuou como compositor e produtor musical, ajudando a moldar o som do soul sulista norte-americano.
A morte do artista representa uma perda importante para a história da música soul e R&B. Com letras marcantes e forte carga emocional, Carter influenciou diferentes gerações e deixou um legado que segue presente na música americana até hoje.











































