Palácio de Buckingham proibiu a contratação de “imigrantes de cor e estrangeiros”, afirma documento

Palácio de Buckingham rainha elizabeth II

O Palácio de Buckingham proibiu a contratação de “imigrantes de cor e estrangeiros” para altos cargos até, pelo menos, segundo documentos revelados pelo jornal britânico The Guardian“.

O documento foi encontrado em meio a uma matéria que investiga a influência da rainha Elizabeth II no conteúdo das leis britânicas. Os arquivos nacionais apontam que a prática de discriminação durou até meados dos anos 1960. A publicação explicou que algumas cláusulas estão em vigor até hoje, sendo uma delas a isenção da família real britânica de ser enquadrada nas leis que punem a discriminação sexual e racial.

Após se recusarem a dar qualquer declaração em primeiro momento, um porta-voz do Palácio de Backinghan emitiu um comunicado ao site E! News. “As alegações [do The Guardian] baseadas em conversas de segunda mão ocorridas há mais de 50 anos não devem ser usadas para tirar ou inferir conclusões sobre eventos ou operações [em relação] aos tempos modernos. Os princípios do ‘Crown Application’ e ‘Crown Consent’ [programa de inscrição para cargos reais] são estabelecidos há muito tempo e amplamente conhecidos”, diz a nota.

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A revelação reacende o debate das acusações de racismo feitas por Harry e Meghan em entrevista concedida à apresentadora Oprah Winfrey, nos Estados Unidos. Meghan disse que o título de príncipe foi negado ao seu filho, Archie, hoje com um ano, por haver preocupações de um membro da família sobre “o quão escura a pele da criança poderia ser quando ele nascesse”.